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28 de agosto de 2009

MUDANÇA DE AGULHA

15 de Agosto de 2009. Barcelos, Galegos, Tibães, S. Frutuoso de Montélios, Braga. Prosseguimos neste dia – eu e o Sérgio Jacques – o projecto que vimos desenvolvendo de uma “peregrinação” a Santiago de Compostela em bicicleta. Este projecto (que pode ser acompanhado em http://obradouro.blogspot.com) consiste no percorrer, em sucessivas etapas, de velhos caminhos de peregrinação, com anotações históricas e patrimoniais (minhas) e fotográficas (do Sérgio). O objectivo é atingir Compostela até 25 de Julho (dia de Santiago) de 2010 (Ano Santo Compostelano). O dia de hoje foi particularmente importante pois marcou uma importante alteração no trajecto. Com efeito, se até Barcelos seguimos aquele que é nos nossos dias o mais concorrido “caminho português” (Porto, Leça do Balio, Rates, Barcelos, Ponte de Lima, Valença, Pontevedra, Padron, Compostela), a partir de agora – e com esta mudança de linha para Braga (importante destino dos peregrinos medievais) – passaremos a seguir um caminho bem mais difícil, mas também bastante interessante, através da Geira - a antiga estrada romana que, de Bracara Augusta (Braga), e depois de vencida a serra do Gerês na Portela do Homem, seguia para Astorga. Esta estrada entronca, antes de Ourense, com outro dos importantes caminhos para Santiago: a Via da Prata, vinda do sul da Península. Será através dela que atingiremos Compostela.
Nas fotos observa-se o Sérgio a fotografar, em Barcelos, o cruzeiro que narra o milagre efectuado por Santiago a um peregrino, com a ajuda do galo de Barcelos; o mesmo galo que o Sérgio fotografa na feira da povoação; um sarcófago medieval no Museu Arqueológico de Barcelos; a minha bicicleta no mosteiro de Tibães; e um pormenor da igreja pré-românica de S. Frutuoso de Montélios às portas de Braga (fotos Joel Cleto).

14 de agosto de 2009

EM BUSCA DO GRAAL



3 de Agosto de 2009. San Juan de la Peña (Aragão, Espanha). Conta a tradição que S. Lourenço trouxe para a Península Ibérica o Santo Graal - o cálice da Última Ceia - que lhe fora oferecido pelo Papa Sixto II. Entretanto, na sequência da invasão muçulmana de 711, esta relíquia foi, dois anos depois, escondida neste mosteiro, no qual se manteve protegida até ao século XIV quando foi daqui retirada e levada para Saragoça.
Localizado nos Pirinéus aragoneses, San Juan de la Peña é coberto por um enorme rochedo que lhe dá o nome (a perspectiva é impressionante!). A sua ampla cronologia remonta ao século X e, por tal motivo, possui importantes vestígios pré-românicos, um magnífico claustro românico (fabuloso!) e também uma capela gótica. Do século XVIII (neoclássico) é o arranjo do Panteão Real, já que foi aqui que, durante séculos, se fizeram enterrar os reis de Aragão.